Sou jovem, cristão, português, mas parvo não!
Parvo não sou, porque não acredito no mundo, mas acredito em Deus.
Se acreditasse apenas no mundo, e em tudo o que o mundo me dá,
Se acreditasse que sou apenas aquilo que leio, ouço e estudo,
Se acreditasse que a culpa é sempre dos outros,
Se acreditasse que sou o que tenho, o que deixei de ter e o que queria ter,
Se acreditasse que acreditar dá trabalho e não muda nada,
Então seria parvo, mas não sou!
Sou jovem, e acredito que a mudança exige compromisso e coerência,
Sou português, e acredito que é tempo de dar aos sacrifícios um sentido colectivo e
solidário.
Sou cristão, e acredito que a fé exige coragem e persistência,
Que a oração move montanhas,
E que Deus não abandona quem é fiel e obediente;
Acredito que somos responsáveis pelas opções que tomamos e pelas escolhas que
fazemos;
Acredito que devemos ser sérios, responsáveis e maduros na adversidade,
Acredito que, como Fernando Pessoa escreveu “o primeiro passo para uma regeneração, económica ou outra, de Portugal é criarmos um estado de espírito de confiança — mais, de certeza — nessa regeneração”.
Acredito que não nos devemos deixar arrastar pelo desânimo,
Acredito que não nos devemos deixar dominar pela ansiedade e inquietação.
Nós temos em quem confiar!
Sou jovem, cristão e português, e acredito que Deus nos pede…
Para sermos portadores da sua palavra;
Para sermos actuantes e próximos dos que mais precisam;
Para sermos exemplares no cumprimento dos nossos deveres profissionais;
Para estarmos atentos aos que sofrem;
Para sermos sensíveis às injustiças;
Para sermos dinâmicos na mudança.
Sou jovem, cristão e português e acredito que não são as coisas deste mundo, que nos
farão sair da crise.
Para a virar, precisamos de nos voltar para Deus;
Para a virar, precisamos de autênticos ideais morais e não da sua mistificação
enganadora;
Para a virar, precisamos de ética e não de especulação criminosa;
Para a virar, precisamos de consistência e não de volatilidade.
Para a virar, mais do que palavras, precisamos de exemplos;
Como disse António Barreto: “Mais do que tudo, os portugueses precisam de exemplo. Exemplo dos seus maiores e dos seus melhores. O exemplo dos seus heróis, mas também dos seus dirigentes. Dos afortunados, cujas responsabilidades deveriam ultrapassar os limites da sua fortuna. Dos sabedores, cuja primeira preocupação deveria ser a de divulgar o seu saber. Dos poderosos, que deveriam olhar mais para quem lhes deu o poder. Dos que têm mais responsabilidades, cujo "ethos" deveria ser o de servir. Dê-se o exemplo e esse gesto será fértil! (...)”
É dos exemplos que brota a inspiração e a esperança de superação e de mudança;
Deus é o nosso criador e a nossa inspiração.
Enquanto fruto da sua criação, e testemunhas da sua Palavra, devemos ser exemplos de esperança, de confiança e de alegria.
Parvo não sou, mas esperança quero ser!
Assim nos ajude o Senhor.